VW T-Roc Cabriolet: SUV conversível é mais um carro que não faz muito sentido; veja outros exemplos

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A Volkswagen finalmente apresentou a versão final do T-Roc Cabriolet. O SUV derivado do Golf (que é, portanto, maior do que o T-Cross e não será vendido no Brasil) foi inspirado no conceito T-Cross Breeze, revelado em 2016 e que veio até para o Salão do Automóvel de São Paulo.

O carro combina as linhas mais robustas de um utilitário esportivo com o charme dos conversíveis. A carroceria, evidentemente, tem apenas duas portas. Frente ao T-Roc “fechado”, o Cabriolet é maior e tem distância entre-eixos ligeiramente mais longa.

Volkswagen espera que T-Roc seja o sucessor natural do Golf Cabriolet na Europa

Mesmo assim, o porta-malas comporta apenas 284 litros devido ao espaço reservado para a capota, que é feita de tecido e leva apenas 9 segundos para ser aberta ou fechada – operações que podem ser feitas a velocidades de até 30 km/h.

Capota elétrica pode ser aberta ou fechada em apenas nove segundos

O mercado europeu poderá comprar o T-Roc Cabriolet nas motorizações 1.0 TSI (115 cv) e 1.4 TSI (150 cv), combinado aos câmbios manual de seis marchas ou automatizado DSG de dupla embreagem e 7 velocidades, dependendo da motorização.

Não espere vê-lo por aqui: o T-Roc está fora dos planos da VW para o Brasil

É uma aposta bastante ousada por parte da Volkswagen, até porque o segmento de SUVs conversíveis nunca teve resultados muito expressivos.

Evoque Cabriolet não repetiu o sucesso da versão “fechada” do SUV

Até hoje, apenas dois modelos se aventuraram nesta categoria: o pioneiro Nissan Murano Cross Cabriolet e o Range Rover Evoque Cabriolet.

Murano Cross Cabriolet foi o pioneiro entre os SUVs conversíveis

Muita gente também vai achar que a existência do T-Roc Cabriolet não faz muito sentido. Para sorte da VW, ele não será o primeiro nem o último carro deste tipo nas ruas. Listamos abaixo outros projetos difíceis de entender:

Aston Martin Cygnet

Fazia sentido ter um carro como o Cygnet? Não, mas a Aston conseguiu reduzir as emissões de CO2

Imagine a cena: você dirige uma famosa fabricante de superesportivos conhecida no mundo inteiro, só que precisa arranjar uma maneira de reduzir o nível de emissões de poluentes de seus carros. O que você faria? Bom, a Aston Martin chamou a Toyota para tomar um chá e o resultado foi o Cygnet.

Lançado em 2011, o subcompacto nada mais era do que um Toyota iQ (de 2008) com cara de Aston Martin e interior mais requintado. Desempenho não era seu forte (o motor era um 1.3 de 98 cv) e nunca honrou a história da empresa. Para piorar, apenas clientes da marca no Reino Unido puderam comprá-lo até 2013, quando o Cygnet saiu de linha por conta das baixíssimas vendas.

BMW Série 2 Active Tourer

Prazer em dirigir uma… minivan?! É, essa era a BMW Série 2 Active Tourer

Quem conhece um pouco da história da BMW sabe que seus carros são feitos para quem gosta de dirigir. Este lema é aplicado a vários segmentos de veículos – inclusive alguns deles pouco práticos, como os SUVs cupês. Mas precisava mesmo lançar uma minivan?

A Série 2 Active Tourer parece um peixe fora d’água no showroom da concessionária BMW, em meio a mitos como M3, Série 5 e Série 7. Ok, a intenção era fazer um carro familiar prazeroso de guiar? Bom, as peruas da linha (e até os SUVs, por que não?) estão aí para isso.

Mercedes-Benz Classe R

Minivan ou perua? A Classe R teve até versão AMG e nunca decolou nas vendas

Até hoje ninguém sabe direito o que era a Classe R. O projeto combinava elementos de SUV, perua e minivan, tudo em um design bastante controverso – especialmente na traseira.

Nem nos EUA, um dos mercados nos quais a Mercedes-Benz apostava suas fichas, ele emplacou. Apesar das baixas vendas, o R até que teve vida longa: ele foi produzido entre 2005 e 2012.

Mini Coupé

O Mini Coupé era bom de guiar como todo Mini, mas não fazia muito sentido na linha

O sucesso do Mini Cooper animou a BMW. Só que os alemães passaram um pouco dos limites na sede por vendas cada vez melhores. Daí vieram versões pouco usuais do Mini, como o Paceman (um Clubman com duas portas) e o Coupé, um carrinho bem bacana, mas sem muito propósito. Talvez por isso é que ele durou tão pouco, saindo de linha em 2014.

Volvo S60 Cross Country

S60 Cross Country: e você achava que o Logan era o primeiro sedã aventureiro da história…

A gente gosta da Volvo e sabe quanta coisa legal eles já fizeram. Mas nem sempre as coisas dão certo, e prova disso é o S60 Cross Country. Talvez disposta a surfar na onda dos aventureiros, a empresa aplicou a mesma roupagem “fora de estrada light” das station wagons no sedã S60.

Revelado em 2015, ele tinha molduras em plástico preto nos para-lamas, suspensão elevada e tração integral. Porém, o crescimento dos SUVs literalmente engoliu o sedã, cuja existência nunca fez tanto sentido mesmo. Resta saber se o mesmo destino acontecerá com o Renault Logan 2020, cujas versões com câmbio CVT trazem a roupagem aventureira do Stepway.

 

 

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