Taycan: eis o primeiro Porsche elétrico da história – e é bom você se acostumar

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Poucas fabricantes estão tão atreladas à imagem de esportividade como a Porsche. Talvez isso faça com que uma parcela dos fãs não aprovem o lançamento do Taycan. Se você é um deles, a notícia não é boa: acho bom você se acostumar com essa ideia de Porsche elétrico. Até porque ela está muito longe de ser ruim.

Ok, o Taycan não tem um ronco empolgante nem exala odores amados por quem tem gasolina nas veias. Em contrapartida, nenhum veículo a combustão entrega tanto desempenho como um esportivo elétrico. E aí ele não faz feio: basta pisar no acelerador que o carro responde prontamente.

Um elétrico turbo?

Além de lançar um carro elétrico, agora a Porsche também quer chamá-lo de Turbo? Calma, no caso do Taycan o nome foi mantido apenas por uma questão de marketing.

A fabricante alega que nome “Turbo” está associado mais à potência do que a presença do turbocompressor em si – o que faz sentido se a gente pensar que agora não existem versões aspiradas do 911…

Duas versões, ambas com 625 cv – mas a Turbo S chega aos 761 cv (Foto: Christoph Bauer/Porsche)

Seja como for, o Taycan está disponível nas versões Turbo e Turbo S, ambas com dois motores elétricos e 625 cv nos dois casos. A diferença é que na configuração Turbo S a potência pode chegar a 761 cv no modo overboost, selecionado toda vez que o condutor ativa o controle de largada. Na versão Turbo a cavalaria é de “apenas” 680 cv no overboost ativado. O torque é de cair o queixo: são 86,7 kgfm na Turbo e incríveis 107,1 kgfm na Turbo S.

Toda essa potência é gerada por dois motores, um para cada eixo, que são administrados eletronicamente para funcionar em conjunto ou separadamente. Assim, o carro pode ter tração 4×4, 4×2 dianteiro ou 4×2 traseiro, de acordo com a necessidade. O motor traseiro, aliás, é acoplado a um câmbio de dupla embreagem com duas marchas.

Faróis matriciais são praticamente iguais aos do Mission E (Foto: Christoph Bauer/Porsche)

A autonomia informada pela fabricante é de 412 quilômetros no Taycan Turbo e 450 quilômetros na versão Turbo S. Pela primeira vez um carro elétrico sai de fábrica com um sistema elétrico de 800 volts – a maioria dos veículos tem um sistema de 450 volts.

Segundo a Porsche, o Taycan Turbo precisa de apenas 3,2 segundos para acelerar de 0 a 100 km/h. Esse tempo cai para 2,8 segundos no caso da versão Turbo S. Assim fica difícil não gostar de carros elétricos, né?

Moderno ou retrô?

Poucos detalhes mudaram no design do Taycan em relação ao Mission E. Do conceito revelado no Salão de Frankfurt de 2015 apenas as portas com aberturas em sentidos opostos e as rodas são diferentes. Até os faróis (que são full led matriciais) são os mesmos do estudo de estilo.

Lembra do Mission E? O Taycan ficou a cara dele, com exceção das portas suicidas

O interior esbanja futurismo com três telas: o painel de instrumentos convencional é substituído por uma tela curva de 16,8 polegadas que pode ser totalmente configurada e há uma tela de 10,9 polegadas que exibe diversas funções da central multimídia e do veículo.

Três telas e desenho inspirado no primeiro 911: interior combina passado com futuro

O condutor pode acessar os menus pelo toque dos dedos ou por comandos de voz, interagindo com uma assistente pessoal. A terceira tela também tem 10,9 polegadas e replica as informações do painel de instrumentos diante dos olhos do passageiro.

Acostume-se com essa visão: provavelmente é deste ângulo que você vai ver o Taycan… (foto: Christoph Bauer)

Mesmo assim ainda há espaço para um toque de nostalgia, já que o desenho da cabine foi inspirado na primeira geração do 911, de 1963. E sabe a famosa ignição do lado esquerdo do motorista? Essa é uma herança dos tempos em que a Porsche participava das 24h de Le Mans nos anos 50. E ela continua lá, mas foi substituída por um botão. Afinal de contas, estamos no futuro.

O Taycan já está à venda na Europa com preços de 152.136 euros (Turbo) e 185.456 euros (Turbo S). O mercado brasileiro terá o supersedã elétrico apenas em 2020, possivelmente estreando no segundo semestre do ano que vem. O preço? Dificilmente abaixo de R$ 1 milhão.

 

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