Adeus ao mito: Niki Lauda morre aos 70 anos

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Niki Lauda faleceu nesta segunda-feira (20) aos 70 anos. O austríaco era um dos maiores nomes da história do automobilismo e teve falência renal. Lauda já vinha sofrendo com sucessivos problemas de saúde desde o ano passado, quando passou por um transplante de pulmão e ficou dois meses internado em recuperação. Niki era presidente não executivo da equipe Mercedes-AMG.

Dono de três títulos mundiais de Fórmula 1, Andreas Nikolaus Lauda nasceu em 22 de fevereiro de 1949 em uma família rica. Mesmo assim, ele não recebeu apoio do avô bancário nem dos pais quando decidiu seguir a carreira de piloto. O jovem, então, pegou um empréstimo em outro banco e comprou uma vaga na equipe March da Fórmula 2. Logo ele chegou à Fórmula 1 e já disputava seu primeiro Grande Prêmio na Áustria, em 1971.

Recorreu a um novo aporte financeiro para entrar na BRM e impressionou ao pontuar com um carro que estava longe dos melhores dias. Chegou à Ferrari em 1974 e venceu duas corridas, mas acabou batido por Emerson Fittipaldi. A temporada seguinte, porém, foi do austríaco, que garantiu o campeonato de forma antecipada conquistando cinco vitórias.

Rápido e talentoso, Lauda quase levou o título em sua primeira temporada na Ferrari

O ano de 1976 parecia perfeito para Lauda: cinco vitórias e oito pódios nas nove primeiras etapas. Foi aí que ele sofreu um gravíssimo acidente no GP da Alemanha, quando viu sua Ferrari pegar fogo após bater no perigoso circuito de Nürburgring. Logo ele, que havia liderado uma tentativa de boicote à prova por falta de segurança…

Mesmo ficando internado em estado grave e de ver até um padre ser chamado para aplicar a extrema-unção, Lauda se recuperou em tempo recorde e voltou às pistas em apenas seis semanas.

O austríaco sentia muitas dores e estava com o rosto quase todo desfigurado, mas brigou pelo título com James Hunt até a etapa final, disputada no Japão. Temendo por sua vida, Lauda abandonou a prova diante da tempestade que caía em Fuji e Hunt conquistou o título por apenas um ponto.

A história desta temporada, aliás, foi retratada com maestria no filme “Rush: No Limite da Emoção” (2013), estrelado por Daniel Brühl no papel de Lauda e Chris Hemsworth como Hunt.

Assista abaixo ao trailer do filme que retratou a rivalidade entre os pilotos:

Lauda voltou a se superar em 1977 quando venceu seu segundo título mundial. Tão logo se sagrou campeão, ele deixou a Ferrari visivelmente incomodado com a politicagem nos bastidores. Sem um carro competitivo na Brabham, o piloto abandonou repentinamente as pistas para se dedicar a sua outra paixão: os aviões. Nascia aí a companhia aérea “Lauda Air”.

Diante de problemas financeiros, Niki aceitou uma generosa proposta da McLaren e voltou à F-1. Após dois anos sem brilho, Lauda mostrou todo seu potencial em 1984, numa temporada em que a parceria com a Porsche rendeu 12 vitórias em 16 corridas. Mesmo vencendo “apenas” cinco vezes contra sete trunfos do companheiro Alain Prost, Niki levou o título com uma ínfima vantagem de meio ponto. O terceiro títulos seria seu último, já que Lauda resolveu abandonar as pistas definitivamente em 1985.

Niki fez um retorno perfeito à McLaren e levou seu terceiro título mundial

Enquanto adminstrava sua nova companhia aérea, o austríaco virou “cartola” na Fórmula 1 e foi conselheiro técnico de Ferrari e Jaguar antes de chegar à Mercedes.

Niki pilotando Mercedes clássico em evento da marca em 2015

Funcionário da equipe alemã desde 2012, ele teve papel fundamental na contratação de Lewis Hamilton e ajudou o time a conquistar os últimos cinco títulos de pilotos e construtores. O ex-piloto tinha contrato vigente com a escuderia até o fim de 2020.

Veja o currículo de Niki Lauda na Fórmula 1:

Temporadas: 1971-1979 e 1982-1985

Corridas: 177 GPs

Vitórias: 25

Equipes defendidas: March, BRM, Ferrari, Brabham, McLaren

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